A Volta do Vintage: 5 Plantas “da Vovó” que Viraram Febre no Design de Interiores e Jardins Contemporâneos

Você se lembra daquela planta imponente na casa da sua avó? Aquela que parecia indestrutível, que ficava no canto da sala e que hoje, ironicamente, é quase uma peça de design cobiçada em revistas de decoração?

A jardinagem contemporânea está vivendo um resgate nostálgico. Espécies que foram sucesso nos anos 70 e 80, e que caíram em desuso por um tempo, voltaram com força total. Elas são a prova de que o bom design, a resistência e a conexão com a natureza nunca saem de moda.

Neste artigo, vamos listar 5 dessas “plantas do passado” que voltaram com tudo para o Urban Jungle moderno, e o melhor: o segredo para cultivá-las com o mínimo de esforço, assim como a sua avó fazia.

Por que o Retorno? A Estética Vintage e a Busca por Resistência

O retorno dessas plantas não é por acaso. Ele se deve a dois fatores principais:

1.Estética Vintage e Design: O estilo de decoração Mid-Century Modern e a tendência Urban Jungle buscam plantas com folhas grandes, texturas marcantes e formatos esculturais, características presentes em muitas espécies populares nas décadas passadas.

2.Resistência e Facilidade: A vida moderna exige plantas que perdoem pequenos descuidos. As espécies “da vovó” são, em sua maioria, extremamente resistentes, adaptando-se bem a ambientes internos com pouca luz e regas espaçadas.

Elas são a união perfeita entre estilo e praticidade.

O Top 5 da Nostalgia: Plantas do Passado no Presente

Conheça as 5 espécies que estão dominando os lares contemporâneos e como cultivá-las para que fiquem exuberantes.

1. Costela-de-Adão (Monstera deliciosa): A Redescoberta Escultural

A Costela-de-Adão é o ícone máximo do Urban Jungle. Suas folhas gigantes e fenestradas (com recortes naturais) a transformam em uma verdadeira obra de arte viva.

•Apelo Estético Contemporâneo: É a planta favorita dos designers de interiores, adicionando um toque tropical e escultural a qualquer ambiente minimalista ou boêmio.

•Facilidade de Cuidado: Ela é resistente, mas precisa de espaço para crescer.

•Dica de Ouro: Gosta de muita luz indireta. O segredo para as folhas ficarem grandes e com muitos recortes é a luminosidade. Regue apenas quando o solo estiver seco.

2. Espada-de-São-Jorge (Sansevieria trifasciata): A Redescoberta Indestrutível

Conhecida por sua resistência lendária e por ser uma das melhores purificadoras de ar, a Espada-de-São-Jorge era onipresente nas casas antigas.

•Apelo Estético Contemporâneo: Suas folhas verticais e rígidas dão um toque moderno e arquitetônico. É perfeita para cantos e para quem tem pouco espaço.

•Facilidade de Cuidado: É praticamente indestrutível. Sobrevive a pouca luz e a longos períodos sem água.

•Dica de Ouro: O único jeito de matá-la é por excesso de água. Regue apenas uma vez por mês no inverno e a cada 15 dias no verão.

3. Samambaia (Nephrolepis exaltata): A Redescoberta do Volume

A Samambaia, com suas frondes pendentes e volumosas, era a rainha das varandas e salas nos anos 80. Hoje, ela retorna para adicionar textura e movimento aos ambientes.

•Apelo Estético Contemporâneo: Ideal para pendurar em macramês (outra tendência vintage que voltou) ou colocar em prateleiras altas, criando um efeito cascata.

•Facilidade de Cuidado: Não é difícil, mas exige atenção constante à umidade.

•Dica de Ouro: Ela ama umidade. O melhor lugar para a Samambaia na sala é longe do ar-condicionado e onde possa receber luz indireta filtrada. Borrife água nas folhas diariamente.

4. Jiboia (Epipremnum aureum): A Redescoberta Versátil

A Jiboia, com seu crescimento rápido e capacidade de se adaptar a quase qualquer condição, era a planta de interior mais comum.

•Apelo Estético Contemporâneo: Sua versatilidade permite que seja usada como planta pendente, trepadeira (em musgos ou paredes) ou até mesmo em vasos pequenos. As variedades variegadas (com manchas amarelas) são as mais procuradas.

•Facilidade de Cuidado: Tolera pouca luz, mas cresce mais lentamente.

•Dica de Ouro: Para manter a variegata (as manchas amarelas) vibrante, ela precisa de mais luz do que a Jiboia verde comum.

5. Clorofito (Chlorophytum comosum): A Redescoberta dos Bebês

O Clorofito, com suas folhas listradas e seus “bebês” pendentes, era uma planta de mesa e cozinha muito popular.

•Apelo Estético Contemporâneo: É valorizado por sua capacidade de purificar o ar e por ser uma planta de fácil propagação, ideal para quem está começando.

•Facilidade de Cuidado: Extremamente resistente e perdoa o esquecimento de regas.

•Dica de Ouro: Seus “bebês” (pequenas mudas que nascem nas pontas das hastes) podem ser facilmente replantados, permitindo que você multiplique sua coleção rapidamente.

plantas clássicas
plantas clássicas

Onde o Passado Encontra o Presente

Essas plantas são a prova de que o bom design e a resistência nunca saem de moda. Elas trazem consigo a memória afetiva de um tempo mais simples, combinada com a funcionalidade que o design de interiores moderno exige.

Ao resgatar essas espécies, você não está apenas decorando; está investindo em plantas que já provaram sua durabilidade e beleza ao longo de décadas.

Qual planta “da vovó” você já tem ou qual você vai resgatar para dar um toque vintage e moderno ao seu espaço? Deixe seu comentário e compartilhe sua experiência de resgate botânico!

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